S U I C A

 

- INTRODUCAO
 A Suíça (oficialmente Confederação Helvética; em latim Confœderatio Helvetica) é um pequeno Estado confederal localizado no centro da Europa. Possui uma área de 41 300 km², dos quais 1 289 são cobertos por lagos.
O país faz fronteira a Norte com a Alemanha, a Leste com a Áustria e o Liechtenstein, a Sul com a Itália e a Oeste com a França. A Suíça conta com 7 427 000 habitantes resultando numa densidade populacional de 176 habitantes por quilómetro quadrado. A capital administrativa é Berna. Outras cidades importantes são Zurique, Genebra, Lausana e Basileia.
A Suíça é uma das economias mais ricas do mundo e é sede de inúmeros bancos privados e de organizações internacionais. A sua história é marcada pela sua neutralidade política perante as outras nações e representa um marco de liberdade e de democracia para o mundo inteiro.
A cultura do país é sobretudo marcada pela diversidade linguística mas bem divididas entre elas apesar das características do povo suíço serem mais homogéneas. Trata-se de uma população activa quer nível desportivo quer a nível cultural e político.


 

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- HISTORIA
A história da Suíça começa antes do Império Romano: em 500 a.C. Nessa altura, muitas tribos celtas estavam localizadas nos territórios do Centro-Norte da Europa. A mais importante tribo era a dos Helvécios, nome que iria originar a designação actual da Suíça. Os Helvécios, bem como as outras tribos, pertenciam aos Proto-Indo-Europeus onde se destacavam também os gregos, os romanos e os povos do Sul da Rússia. Ao contrário do que era dito pelos Romanos e pelos Gregos, os Helvécios não eram selvagens mas sim avançados na técnica de jóias e outras peças pequenas. As escavações feitas no Lago de Neuchâtel provaram isso. Em 58 a.C., os Helvécios tinham planeado descer para Sul mas foram parados pela República Romana perto de Bibracte pelo general Júlio César, e foram obrigados a recuar.
Os Romanos controlaram o território suíço até cerca 400 d.C. Foram criadas fronteiras e fortalezas a Norte do rio Reno para conter as invasões bárbaras provenientes do Norte da Europa. Com o imperador Augusto, os romanos conquistaram a parte Oeste da Alemanha e a Áustria. Muitas cidades actuais da Suíça foram fundadas naquela era: Genibra (Genebra), Lausana (Lausana), Octodurum (Martigny), Salodurum (Soleura), Turicum (Zurique), Sedunum (Sion), Basilia (Basileia), entre outras.
O período da Idade Média da Suíça foi um pouco confuso até à formação da antiga Suíça. Depois da queda do Império Romano, foram formados pequenos reinos e grão-ducados no centro da Europa. Sabe-se que o território da Suíça foi integrado ao Sacro Império Romano-Germânico. O que se sabe ao certo é que vários territórios pequenos começaram a se fundir através de acordos para que a cooperação pudesse proporcionar defesa mútua.

Confederação de 1291 e o seu crescimento
Guilherme Tell1 de Agosto de 1291 é a data do início da Confederação Helvética. Esta data foi encontrada num documento que já foi autenticado através de uma análise radionuclear de Carbono-14. Tudo começou com uma estrada chamada St. Gotthard e três pequenos vales no centro do território suíço - Waldstätte - que ficaram esquecidos pelos duques e reis. Do século XI ao século XIII, muitas cidades foram fundadas, incluindo Berna, Lucerna e Friburgo. A estrada de St. Gotthard serviu às populações que viviam nas planícies e nas montanhas, unindo-as. Ao longo dos tempos, estradas entre as populações foram feitas e a confederação foi aumentando o seu território, tornando as aldeias das montanhas mais próximas e mais fortes.
Ainda há uma lenda nacional sobre a fundação do país: Guilherme Tell, o herói nacional suíço representado actualmente nas moedas suíças de cinco francos. Porém, muitos historiadores acreditam que não passa de uma figura heróica.
A partir de 1332, a confederação começou a crescer, acolhendo novos membros. Nesse ano, o cantão de Lucerna adere à união, enquanto os cantões de Zurique, Zug e Berna e Glarona entram em 1353, 1352 e 1353, respectivamente criando a confederação de oito Estados-Membros. Mais tarde entrou a cidade, e não o cantão, de Appenzell em 1411 e depois São Galo em 1412. Uri, Unterwalden e Lucerna fizeram uma aliança com o bispo de Sion, Valais em 1403. Porém, em 1414, quando os lordes de Raron (Valais) começavam a aumentar a sua influência no Valais, os habitantes da região começaram a defender-se contra eles, criando assim as primeiras dificuldades da Confederação de 1291.
Passados alguns tempos envolvidos em pequenas guerras contra os Borguinhões e em conquistas de outros pequenos territórios como Zurique, Schwyz e Glarona resultados da Antiga Guerra de Zurique, surgiu a necessidade de aumentar a confederação. Porém, em 1477, Uri, Schwyz, Unterwalden, Zug e Glarona não concordavam com mais uma expansão. Um acordo levado por Niklaus von Flüe acalmou os ânimos dando assim entrada aos cantões de Friburgo e Soleura. De seguida, os cantões fizeram mais um acordo com o cantão de Graubünden, porém, sem Berna criando a confederação dos 13 Estados membro.

Através da Guerra dos Suabos, a Suíça juntou mais membros. Em 1501, as cidades de Basileia e Schaffhausen foram integradas na confederação, e em 1513 o Apenzell (antes de se dividir) integrou a confederação, dando assim o número de treze os cantões que constituíam a antiga Confederação de 1291 durante muito tempo. Porém a independência formal só aconteceu em 1648. [10]
Depois da criação da Confederação em 1291, a Suíça atravessaria um longo período de revoluções, guerra e invasões contra o Antigo Regime que viria a culminar com a revolução de 1782.
Entre 1650 e 1790, vários são os conflitos que vão acontecendo na Suíça contra famílias ricas e que não tiveram sucesso. Muitos cantões entraram em guerra e conflitos para reclamar igualdade nos direitos. Apenas o Cantão de Genebra e a cidade de Toggenburg conseguiram restaurar algumas regras antigas. Porém, em 1782, as tropas napoleónicas e de Berna conseguiram instaurar a aristocracia em Genebra.
Contudo, durante o séc. XVIII, eram cada vez mais as pessoas que insistiam na unidade da Suíça, criando regras equivalentes entre os cidadãos. Em 1761, foi criada a Sociedade Helvética em Zurique. Juntavam-se todos os anos em Schinznach-Bad (Cantão de Argóvia) e discutiam a história e o futuro da Confederação. [11]
 


A República Helvética

La HarpeAs revoltas que ocorriam entre o século XVII e o século XVIII mostraram que a revolução de 1798 não correu da mesma maneira que a Revolução Francesa. Enquanto que em França a revolução deveu-se ao abuso do poder da monarquia, na Suíça, a revolução de de 1798 deveu-se mais à corrupção das casas ricas. De todas as maneiras, a Revolução Francesa de 1789 provou aos suíços que era possível uma revolução na confederação.
Após a Tomada da Bastilha, muitos suíços em todo o país começaram a pôr em causa o sistema político em vigor através de petições como, por exemplo, em Unter-Hallau, Aarau e no cantão de Vaud. Outros acontecimentos são as celebrações da Revolução Francesa em Lausanne (1790), de onde inicia-se a Revolução de 1798. Em 1792, ocorre a Revolução de Genebra. Um ano depois são realizadas eleições que viriam a culminar com a celebração de uma nova Constituição em 1794. Nesse mesmo ano ocorre também a Revolução dos Grisons.
A Revolução de Vaud em 1797 representou um papel fundamental para a criação da República Helvética. Frederico César de La Harpe perguntou à população se concordaria com uma intervenção francesa contra Berna. Quando Napoleão caminhava a caminho da Alemanha atravessando Genebra, em Vaud foi acolhido em festa e as populações aproveitaram esta ocasião para lhe mostrar as suas convicções em Lyon.
A Bandeira da República HelvéticaApesar de tudo, Berna não queria negociar e enviou 5000 soldados de expressão alemã à região. Os soldados de expressão francesa proclamaram a República de Léman, em que Léman significava o Lago de Genebra. O general francês Ménard aproveitou a vitória do conflito para declarar guerra a Berna. Os vaudeses marcharam para Berna e tomaram a cidade a 5 de Março de 1798.
Cerca de 121 representantes dos cantões de Argóvia, Basileia, Berna, Friburgo, a República de Léman (Cantão de Vaud), Lucerna, Schaffhausen, Solothurn e Zurique juntaram-se em Argóvia a 12 de Abril de 1798 para proclamar a República Helvética e confirmar uma nova constituição.
A França anexou os cantões de Genebra, Neuchâtel, Bienna e o território do Bispo de Basileia, actual Jura. A nova constituição promulgada era muito semelhante à francesa, com um parlamento (duas câmaras), um governo legislador e um tribunal supremo de justiça. A tradição federalista da Antiga Confederação de 1291 fora eliminada.

O colapso e o Acto Mediático de Napoleão
O Acto Mediático de NapoleãoApesar da criação de uma nova república, a República Helvética viria a cair devido a diversos factores. De um lado, os representantes do antigo sistema não falharam em atacar as novas ordens, criticando e ridicularizando-as. Por outro lado, as guerras sucessivas foram esgotando as reservas da confederação. O sistema político de centro não foi bem recebido pela população e os camponeses, apesar de favoráveis à República, queriam estatutos iguais.
A França tornara-se uma ditadura sob o comando de Napoleão e a República Helvética teve quatro tentativas de golpe de estado. Em razão da grande confusão e da instabilidade, alguns cantões restauraram o estatuto cantonal (Schwyz, Nidwalden, Obwalden, Appenzell, Glarona e Grisões). A cidade de Zurique criava uma forte oposição sobre a República dificultando as tarefas desta. A República viria a cair em 1802 com uma guerra civil entre os republicanos e apoiantes do antigo regime.
Napoleão, ao ver o estado na República Helvética, ordenou os seus soldados a invadir e a desarmar os rebeldes e aí percebeu que o sistema de República nunca seria viável. Foi aí que se criou um acto mediático entre várias partes a ser respeitado pelos cidadãos, que durou de 1803 a 1815. A Suíça ganhou seis novos cantões: São Galo, Grisões, Argóvia, Turgóvia, Tessino e Vaud.
Após Napoleão ter perdido contra a Rússia e na Batalha de Waterloo, a Suíça regressou ao sistema federal. Os seis cantões que tinham entrado durante o acto mediático receberam o estatuto de estados livres (cantão) em vez de membros associados. Valais, Neuchâtel e Genebra voltaram a entrar para a confederação após terem sido anexados pela França. A Suíça passava a ter 22 cantões com as fronteiras iguais às da actualidade.

Era Moderna
Durante o século XIX, a Confederação Helvética vai progredindo para se tornar numa democracia moderna. Quando em 1815 o Antigo Regime foi restaurado, nem todos os republicanos desistiram. Muitos ainda reivindicavam a liberdade de circulação e direitos iguais entre classes sociais, entre outras exigências. Dadas isso, o cantão de Basileia dividiu-se em dois: Basileia-Cidade e Basileia-Campo. Outros políticos defendiam a criação de uma federação semelhante à dos EUA, com um parlamento federal. Foi a partir daí que se criou a Constituição Federal de 1848. À semelhança do sistema norte-americano, a Suíça adoptou a Declaração dos Direitos Humanos, duas câmaras parlamentares - o senado e a câmara federal -, o governo federal e um tribunal de Justiça Suprema. A nova constituição foi aceite por 15 cantões e meio (dado que apenas Basileia-Campo tinha aceite). Berna foi designada a capital federal. Porém, só em 1874 é que a constituição foi totalmente revista.
O país também se desenvolve no sector da indústria. A Suíça foi um dos primeiros países implementar este ramo na sua economia e viria a crescer sobretudo depois da Revolução Industrial de 1850.
Henri Nestlé foi um dos empresários do século XIX com mais destaque na SuíçaA indústria têxtil foi um dos primeiros sectores do país a ser desenvolvido. Em 1801, a Suíça começa a produzir têxteis nas máquinas de terceira geração importadas do Reino Unido em São Galo. Mas, ao invés dos outros países que usavam energia a vapor (a partir do carvão), os suíços usavam sobretudo as potencialidades da energia hidroeléctrica. Em 1818, as máquinas substituíram praticamente todo o trabalho manual em todo o território.
Porém, com o Bloqueio Continental provocado por Napoleão, os suíços viram a possibilidade de importar máquinas proibidas. Por isso, muitas empresas começaram a construir elas próprias as suas máquinas.
O sector industrial é uma das marcas mais importantes dos séculos XVIII e XIX pois serviu de impulso para a economia helvética. Mas a grande expansão de empresas criara um efeito de capitalismo sem ordem pelo que foi necessário criar regras para conter esses problemas. Também no século XIX a Suíça faz-se de exemplo ao Mundo ao criar regras laborais tais como em 1815 em Zurique que defendia que as horas diárias não excederiam as 12 nunca começando antes das cinco da manhã e as crianças com menos de dez não deviam trabalhar; em 1815 também o cantão de Turgau afirma que nenhuma criança pode trabalhar. Em 1877 uma lei federal nasce afirmando que as horas diárias passariam a ser 11 e não haveria período laboral à noite e aos Domingos. As crianças com menos de 14 anos estavam proibidos de trabalhar.

Século XX
Talvez o facto mais mediático do Século XX na Suíça seja a neutralidade única que teve perante a II Guerra Mundial. A Suíça funcionou como tampão entre o Oriente fascista e o Ocidente (nomeadamente a França e o Reino Unido) liberal. Hitler tinha proposto uma união com a Suíça mas, apesar das ideias ultraconservadoras dos nazis, a Suíça, porém, tinha a sua própria ideia conservadora, o que levou muitos historiadores a concluir este facto como a razão para a neutralidade. De todas as maneiras, vigorava o sistema federal democrático e, através da defesa "espiritual", os suíços rejeitaram o nazismo. A sua neutralidade permitiu um grande crescimento económico, dado que muitos materiais e dinheiro eram guardados na Suíça em segredo. O país passava a ser uma pequena potência de materiais "virtuais", de depósitos das potências, bem como um marco da liberdade.
Apesar de tudo, a Suíça foi uma voz de liberdade para a Europa Ocidental. A defesa "espiritual" fez com que a Suíça fosse uma marca de referência para os direitos do Homem e assegurou, fortalecendo, a sua independência.
 

- DADOS GERAIS
Capital Bern 46°57'N 7°27'E Cidade mais populosa Zurique Língua oficial Alemão, Francês, Italiano e Romanche
Data de fundação 1 de Agosto de 1291 Total 41 290 km² (136º) Água (%) 4,2% IDH (2006) 0,955 (7º) – elevado
População
- Estimativa de 2006 7 508 700  hab. (94º)
Esper. de vida 79,1 (H) - 84.0 (M) [4] anos (º) PIB (base PPC) 2005
- Total $USD 264,1 bilhões (39º)
- Per capita $USD 32.300 (10º)
Cód. ISO CHE
Cód. Internet .ch
Cód. telef. +41
Densidade 186/km² hab./km² (61º) Fuso horário CET (UTC+1) Clima temperado e alpino Moeda franco suíço (CHF)
- PANORAMICA
  Clima
O clima na Suíça é temperado apresentando uma grande amplitude entre verões amenos e Invernos rigorosos. Abaixo da cordilheira dos Alpes, o tempo é mais quente do que no Norte. Em termos climáticos pode-se dividir a Suíça em quatro regiões: extremo Sul, os Alpes, o maciço central e o Jura. [24] [25]. As temperatura variam entre temperaturas negativas nas zonas montanhosas e no Inverno e temperaturas amenas durante o Verão pois na época do Estio, o país é enfrentado por um anticiclone enquanto que no Inverno, existe uma frente fria proveniente da Sibéria causando abruptas quedas na temperatura, sobretudo na noite.Línguas
A Suíça tem oficialmente quatro línguas: o alemão, o francês, o italiano e o romanche falados, respectivamente, em 63.7 %, 20.4%, 6.5% e 0.5% do território. Esta diversidade linguística deve-se à vizinhança da Suíça: a Itália de expressão italiana, a Alemanha, o Liechtenstein e a Áustria de expressão alemã e por fim a França de expressão francesa. [31]
A imigração de grandes grupos estrangeiros, sobretudo portugueses, espanhóis, italianos, sérvios e albaneses permitiram a penetração de várias línguas estrangeiras como o português, o espanhol, o servo-croata e, recentemente o turco, entre outras

Gastronomia
A raclette é um prato típico suíço.A gastronomia típica helvética é claramente feita à base de leite. Os suíços, juntamente com os franceses, produzem queijo para a raclette que é derretida e servida com batatas cozidas e pickles. Além do queijo, o chocolate também é muito famoso no país e além mundo. A empresa Nestlé, sediada em Vevey (Vaud), produz chocolate suíço para ser comercializado em todo o Mundo. Na parte alemã é comum encontrar o rösti que é feito de batatas finas fritas misturadas com manteiga podendo juntar bacon, cebolas, entre outros ingredientes. Também é comum encontrar pratos feitos a partir de castanhas sobretudo nas zonas montanhosas (Valais e Tessino).
Os vinhos suíços não são muito famosos no Mundo pois a produção vinhateira na Suíça é muito reduzida apesar da tecnologia usada no processo de obtenção. A cidra de maçã, o absinto de Jura e a Rivella são outras bebidas famosas.
Tortas e quiches também são tradicionalmente encontrados na Suíça. Em particular, as tortas são feitas de todos os modos, desde maçã à cebola. Outro prato típico são os cervelats, linguiça suíça feita especialmente no país e no sul da Alemanha. Na Suíça, a culinária é influenciada pelas outras culturas adjacentes como a francesa, alemã e italiana.



 

 
                                 BADEN                                                                                                 BASEL       

 
BERN                                                                                          GENEBRA

 
LAUSANNE                                                                                             LUGANO                                                         

 
                 LUZERN                                                                              UNTERSIGGENTHAL


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