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R U S S I A |
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| - INTRODUCAO |
| A Rússia (em russo Росси́я,
transl. Rossíya), Federação Russa ou ainda Federação da Rússia (em russo
Российская Федерация, transl. Rossíiskaya Federátsiya) é uma nação
transcontinental cujo território ocupa uma vasta área da Ásia e da Europa.É
o maior país do mundo por extensão, com uma superfície de 17.075.400
quilômetros quadrados, possuindo mais da oitava parte das terras firmes do
planeta. Esta república semipresidencialista, formada por 83 subdivisões, é
o nono país por população a ter 142.000.000 habitantes, mas possui uma baixa
densidade populacional. Se estende por todo o norte da Ásia e por cerca de
40% da Europa (principalmente Europa Oriental,sendo um país
transcontinental. Atravessa 11 zonas horárias mostrando uma grande variedade
de paisagens e relevos. O país tem as maiores reservas de recursos minerais
e energéticos do mundo apesar de não exportar,e é considerada a maior
superpotência energética. Possui as maiores reservas de recursos florestais
e a quarta parte de água doce não congelada do mundo. A Rússia é, junto com a China, o país que mais se limita com outros países (14 no total) e que tem fronteiras mais extensas. Tem fronteiras comuns com os seguintes países (começando por noroeste e seguindo o sentido anti-horário): Noruega, Finlândia, Estônia, Letônia, Bielorrúsia, Lituânia, Polônia, Ucrânia, Geórgia, Azerbaijão, Casaquistão, China, Mongólia e Coréia do Norte. Além disso, possui fronteiras marítimas com Japão e Estados Unidos. Suas costas estão banhados pelo Oceano Glacial Ártico, Oceano Pacífico do Norte, e por mares interiores como Mar Báltico, o Mar Negro e pelo Mar Cáspio. A história do país começou com os eslavos orientais. Os eslavos emigraram como um grupo reconhecível na Europa entre os séculos III e VIII d.C.. Fundado e dirigido por uma classe nobre viking guerreira e seus descendentes, o primeiro estado dos eslavos orientais, o Principado de Kiev, surgiu no século IX e adotou o cristianismo proveniente do Império Bizantino em 988, começando uma síntese das culturas bizantina e eslava que definiria a cultura russa durante o milênio seguinte. Posteriormente o Principado de Kiev se desintregou em muitos pequenos estados feudais, dos quais o mais poderoso era o Principado de Moscou que se converteu na força principal no processo da reunifiçação russa e a luta por independência contra o Canato da Horda Dourada. Gradualmente Moscou reunificou os principados russos circundantes e começou a dominar no legado político e cultural do Principado de Kiev. Para o século XVIII a nação se expandiu mediante a conquista, anexação e exploração até converter-se no Império Russo, o terceiro maior império da história, estendendo-se desde a Polônia até o Oceano Pacífico e Alasca. A capital da federação é a cidade de Moscovo (português europeu) ou Moscou (português brasileiro).Além da capital, outras cidades importantes são São Petersburgo, Vladivostok, Rostov, Novosibirsk, entre outras. A nação estabeleceu um poder e ifluência mundial desde os tempos do Império Russo até ser o maior e dominante país constituinte da União Soviética (URSS), o primeiro e maior Estado Socialista constituído constitucionalmente e uma superpotência reconhecida. O país pode presumir de uma larga tradição de excelência em todos os aspectos das artes e das ciências. A Federação Russa foi fundada após a dissolução da União Soviética em 1991, mas é reconhecida como herdeira da personalidade legal da União Soviética. Sua economia tem um dos maiores crescimentos do mundo. É o oitavo país por PIB nominal e o sexto por PIB PPC, com o quinto maior presuposto militar do mundo. É um dos cinco países com armamento nuclear reconhecidos e possui o maior arsenal de arma de destruição em massa do mundo.. Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, membro do G8, APEC e OCS, com grande influência no espaço pós-soviético, particulamente na Comunidade de Estados Independentes (CEI). Mas apesar disso, ainda padece de problemas como o crime organizado, a corrupção, a pobreza em certas regiões e a falta de liberdade de expressão. |
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| - HISTORIA | |||
| A Antiga Rússia Antes do século I, as terras vastas do Sul da Rússia pertenciam a tribos que não eram unidas entre si, como os Proto-Indo-Europeus e os Citas.[11] Entre os séculos III e VI, as estepes foram esmagadas por ondas sucessivas de invasões de bárbaros e povos nómadas, conduzidas por tribos bélicas como os hunos, entre outros. Por volta do século VIII os cazares governaram o Sul da Rússia. Foram aliados importantes do Império Bizantino e originaram uma série de guerras sangrentas contra os califados árabes. Entre os séculos X e XI, o principado de Kiev (a partir do qual se formaram grande parte dos países eslavos actuais) era o maior da Europa e um dos mais prósperos, devido ao comércio diversificado tanto com a Europa como com a Ásia.[12] Durante o século XI e XII, a incursão constante de tribos turcas nómadas, como os cumanos e os pechenegues, levou à migração maciça das populações eslavas do Sul às regiões pesadamente arborizadas do norte, conhecidas como Zalesye.[12] Nessa era, o termo Rhos ou Rus passaram a ser aplicados aos eslavos que dominavam a região. Os estados medievais da República de Novgorod e Vladimir-Súzdal emergiram como sucessores do antigo e grande principado de Kiev naqueles territórios, enquanto que metade do rio Volga veio a ser dominada pelo estado muçulmano do Volga, a Bulgária. Em muitas outras partes da Euroásia os territórios foram atravessados pelos invasores mongóis, que formaram o estado da "Horda de Ouro", e pilharam os principados russos durante mais de três séculos. Depois, os tártaros governaram os territórios do Sul e do centro da Rússia actual, enquanto os territórios da Ucrânia actual e da Bielorrússia foram incorporados no Grão-Ducado da Lituânia da Polónia, dividindo assim a população russa. Moscóvia É sob o comando de Moscovo que Moscóvia (também conhecida como Principado de Moscovo ou Grão-Ducado de Moscovo) reanima-se e organiza a sua própria guerra da reconquista, voltando a anexar os seus territórios. Depois da queda de Constantinopla em 1453, Moscóvia permaneceu como o único estado cristão mais ou menos funcional na fronteira oriental da Europa, permitindo reclamar a sucessão do Império Romano Oriental.[13] No começo do século XVI, o principado decide que o objectivo nacional seria recuperar todos os territórios russos perdidos durante a invasão dos Tártaros e proteger a região fronteiriça do Sul contra contra-ataques dos Tártaros da Crimeia e dos Turcos. Os nobres foram obrigados a servir nas forças militares para esta reconquista. No século XVI, Ivan, o Terrível, foi oficialmente coroado o primeiro czar da Rússia, em 1547. Durante o seu reinado, Ivan IV reconquista os territórios aos tártaros e cria uma Rússia multi-cultural e multi-religiosa. No fim do século, Ivan consegue criar as primeiras sementes na Sibéria. Ivan também será lembrado pelas atrocidades cometidas durante sua época. As barreiras criadas pelos muçulmanos na zona da Turquia e do médio-oriente fizeram que as especiarias oriundas da Índia destinadas para a Europa passassem pela zona norte-este da Europa: Moscóvia. O principiado soube aproveitar esta tendência e criou grandes rotas comerciais entre a Índia, a Moscóvia e, por fim, a Europa. Porém, as novas vias comerciais marítimas com o Oriente abertas pelos portugueses durante os Descobrimentos, contribuíram para o declínio da riqueza que então viera a ser gerada através dessas rotas comerciais. A Rússia Imperial É com a Dinastia Romanov (iniciada em 1613) que se inicia o grande processo de "imperialização" da Rússia. Pedro, o Grande ou Pedro I da Rússia, derrotou a Suécia e na Grande Guerra do Norte forçando o inimigo a ceder partes do seu território. E é na Íngria que se forma uma nova capital: São Petersburgo (nome em homenagem a Pedro). Com as ideias do Oeste Europeu, Pedro I faz evoluir a Rússia que antes se encontrara numa situação de pobreza extrema e prepara o caminho para o auge do país. O território do império aumenta e, em 1648, o líder cossaco Semyon Dezhnyov descobre o estreito que separa a América da Ásia: o actual Estreito de Bering.[14] Nasce assim o maior império da história da Rússia. A czarina Catarina, a Grande continuou o trabalho de Pedro, derrotando a Polónia e anexando a Bielorrússia e a Ucrânia - outrora o principado de Kiev. Catarina assina um acordo com o reino da Geórgia de modo a evitar invasões do império turco - a Geórgia passa a ser protegida militarmente pela Rússia. Em 1812, a grande armada de Napoleão entra em Moscovo, mas vê-se forçada a abandoná-la pois ao chegar a esta cidade, esta estava vazia. Os russos tinham preparado uma armadilha contra o imperador francês. O frio e a falta de recursos foram responsáveis pela morte de 95% das tropas francesas.[15] Durante o regresso de Napoleão a Paris, os russos perseguiram-no e dominaram Paris trazendo para o império as ideias liberais que estavam em marcha na França e na Europa Ocidental. Ainda devido à perseguição sobre Napoleão, a Rússia conquista a Finlândia e a Polónia. O golpe final sobre Napoleão foi dado em 1813 quando o império e os seus aliados - os austro-húngaros e os prussianos - venceram a armada de Napoleão na batalha de Leipzig.[14] Sucessivas guerras e conflitos vão acompanhando a Rússia até ao fim da era czarista. Sai derrotada na Guerra da Crimeia que durou entre 1853 e 1856. Mais tarde, vence a Guerra Russo-Turca (1877-1878) e obriga o Império Otomano a reconhecer a independência da Roménia, da antiga Sérvia e a autonomia da Bulgária.[14] A ascensão de Nicolau I (1825-1855) trava o desenvolvimento da Rússia nos fins do século XIX. A lei da servidão obrigava os camponeses a lavrar as terras sem poder as possuir. O sucessor, Alexandre II (1855-1881), ao ver o atraso da Rússia em relação à Europa, cria reformas que vão fazer com que a Rússia consiga um maior desenvolvimento. Porém, as sucessivas derrotas da Rússia ao longo do século XIX e durante a o início do século XX levaram à instabilidade e ao descrédito em relação ao poder do czar na época. Os custos da guerra começavam a avultados e a população era quem suportava os custos dos soldados nas campanhas ao enviarem tudo o que produziam nos seus terrenos agrícolas. A revolução de 1917 e o fim da era czarista O Domingo Sangrento, episódio que ocorreu durante a Revolução de 1905 e que iniciou a queda do regime imperial na Rússia. Apesar da Rússia, na época, ser um dos países mais poderosos do mundo em termos militares, apenas uma fina parte da população (os nobres) tinham boas condições de vida. Os camponeses eram terrivelmente pobres e trabalhavam de sol-a-sol os seus terrenos sem poder possuí-los. As sucessivas derrotas em várias guerras e batalhas durante a Primeira Guerra Mundial e o descontentamento geral da população fizeram com que a economia interna começasse a deteriorar-se.[14] A instabilidade e a pobreza tiveram como consequência a Revolução Bolchevique. Esta revolução ocorreu em duas datas significativas, 1905 e 1917. A Revolta de 1905 é considerada como o marco inicial das mudanças sociais que culminaram com a Revolução de 1917. O desempenho desastroso das forças armadas russas na Guerra Russo-japonesa (1904 - 1905) intensificou essas contradições e precipitou os acontecimentos, sendo essa derrota considerada como causa imediata da Revolução de 1905, cujo estopim foi o episódio conhecido como "Domingo Sangrento". A impopularidade crescente de Nicolau II fez com que este fosse obrigado a convocar a Duma, na época, uma espécie rudimentar de legislativo. Estas medidas surtiram escasso efeito, visto que os partidos eram sistematicamente vigiados e a Duma era controlada pela aristocracia e pelo czar, que podia dissolvê-la a qualquer momento. Até 1905, o sistema político da Rússia czarista não possuia partidos políticos, com todo o poder concentrado nas mãos do imperador. Destaca-se que estas mudanças, embora significativas sob o ponto de vista político, não alteravam o quadro social da maior parte da população russa. Nesta ocasião, emergem com força os Sovietes e o Partido Operário Social-Democrata Russo (fundado em 1898), dividido entre Mencheviques (análogo a minoria em Russo - меньшеви́к) e Bolcheviques (análogo a maioria em Russo - большеви́к) Este quadro político-social foi profundamente alterado pela deflagração da Primeira Guerra Mundial. A Revolução de Fevereiro de 1917 caracterizou a primeira fase da Revolução Russa de 1917. A consequência imediata foi a abdicação do Czar Nicolau II. Ela ocorreu como resultado da insatisfação popular com a autocracia czarista e com a participação negativa do país na Primeira Guerra Mundial. Ela levou a transferência de poder do Czar para um regime republicano, surgido da aliança entre liberais e socialistas que pretendiam conduzir reformas políticas. As mudanças propostas pelos mencheviques (líderes da Revolução de Fevereiro) não modificaram o quadro social, pois o país continuava a sofrer forte perdas em função da participação na Guerra. A insatisfação social, aliada a atuação dos bolcheviques fez eclodir a Revolução de Outubro (Outubro no Calendário Juliano e Novembro no Calendário Gregoriano). O marco desta revolução foi a invasão do Palácio de Inverno (hoje o Museu do Hermitage) pelos revolucionários. A Revolução de Outubro foi liderada por Vladimir Lenin e se tornou a primeira revolução comunista marxista do século XX. A retirada da Rússia da Primeira Guerra Mundial, o desejo da volta do poder da então elite russa e o medo de que o ideário comunista propaga-se para a Europa e eventualmente para o mundo, fez eclodir a Guerra Civil Russa, que contou com a participação de diversas nações. O então primeiro ministro francês, George Clemenceau, criou a expressão Cordão Sanitário, com o intuito de isolar a Rússia bolchevique do restante do mundo. O idealismo dos bolchevique propagado para a população mais pobre foi o fator decisivo para a vitória dos partidários de Lenin. Com a vitória bolchevique na Guerra Civil Russa, foi fundada, em 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A União Soviética Em 1917, na sequência da Revolução Russa, é introduzido pela primeira vez em todo o mundo um regime de aspecto marxista (socialista revolucionário), tendente ao estabelecimento de um dito Estado socialista. Durante mais de 80 anos, a Rússia esteve submetida a esse regime, que erradicou o capitalismo e repartiu o antigo Império Russo em Repúblicas Socialistas Soviéticas, as quais formaram a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) a partir de 1922. A Rússia tornou-se então numa destas repúblicas (como República Socialista Federada Soviética da Rússia, ou RSFSR), detendo uma posição hegemônica em função da sua história, língua (oficial em toda a União Soviética, a par das línguas regionais) e capital (a capital da Rússia era também a da União Soviética). Vladimir Ilitch Lenin torna-se o primeiro líder comunista da URSS. Introduziu regras que eram contraditórias à sua filosofia. Enquanto que apoiava o "Tudo pertence ao Estado", criou políticas que apoiavam a iniciativa privada de modo a reconstruir o país que fora devastado pelas sucessivas revoluções. Era stalinista Após a morte de Lenin, em 1924, surge um georgiano chamado Josef Stalin, que passa do comunismo moderado ao comunismo extremo criando um poder ditatorial. Aliás, todos aqueles que apoiavam Lenin como, por exemplo, Leon Trótski e todos os outros bolcheviques que viviam antes da Revolução de 1917 foram mortos. No fim dos anos 1930, Stalin lança o Grande Expurgo liquidando grande parte dos membros do Partido Comunista sem qualquer explicação. Todos aqueles que eram considerados ameaças eram mortos ou enviados para campos de concentração chamados gulag na Sibéria. Dois anos mais tarde, Stalin obriga o país a passar por uma industrialização rápida. Em 1928, põe em marcha o seu plano dos cinco anos que consistia na modernização da economia soviética através, sobretudo, da introdução da indústria pesada. Rapidamente, a indústria soviética atinge grandes proporções de riqueza em pouco tempo, tornando-se uma grande potência mundial. Paradoxalmente e com a lei das colectivizações em marcha, o povo vivia na pobreza extrema. Além do mais, as consequências políticas de Stalin provocaram grandes ondas de fome que assolaram as repúblicas, principalmente na Ucrânia onde esta foi designada como o Holodomor. Na Segunda Guerra Mundial, Stalin vence as tropas alemãs com terríveis baixas: pelo menos nove milhões de soldados perderam a vida. Daí a Segunda Guerra Mundial ser conhecida em russo também como A Grande Guerra Patriótica. No total, a URSS perdeu cerca entre 25 e 27 milhões de pessoas[17], sendo aproximadamente 10 milhões de soldados e o restante civis, a maior parte mortos durante a invasão e ocupação alemã. Algumas das maiores batalhas terrestres da II Guerra Mundial foram travadas dentro do território soviético, contra os exércitos nazistas, destacando-se o simbolismo adquirido pela cidade de Estalingrado reconhecida pelo heroísmo da luta contra as tropas invasoras, no que ficou conhecido como a grande "Batalha de Stalingrado". Grande parte do prestígio adquirido por Stálin (enquanto ainda vivo) deveu-se à guerra contra a Alemanha nazista na II Guerra Mundial. A partir de 1945, a URSS mantem tropas ocupando a Polónia (massacrada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial) e a parte oriental da Alemanha, criando a República Democrática da Alemanha (RDA). A URSS passa a ter supremacia em quase toda a Europa de Leste. Nestes países, foram mantidos governos pró-URSS durante toda a Guerra Fria, quando são criadas várias barreiras entre os países pró-URSS e pró-EUA, algumas ideológicas como a Cortina de Ferro e outras físicas, como o Muro de Berlim em torno de Berlim Ocidental, na RDA. Stalin morre em 1953 e pensa-se que não deixou nenhum nome para lhe suceder no poder. A sua sucessão fora controversa. Os políticos mais próximos decidiram governar juntos a URSS, mas o chefe da polícia secreta (NKVD) Lavrenty Beria decidiu tomar o poder sem consentimento dos outros políticos. O general Nikita Khrushchev juntamente com alguns políticos juntaram-se e detiveram Beria. Este viria a ser executado no mesmo ano. Khrushchev é então considerado o sucessor oficial de Stalin. Era pós-Stalin Nikita Sergueivich Khrushchev lança a URSS na aventura espacial. Iuri Gagárin foi a personagem principal do programa espacial soviético criado por Khrushchev ao ser o primeiro ser humano lançado para o espaço e por realizar uma órbita completa à volta da Terra em 1961. É também criada a KGB, a polícia secreta que vigiava a população em todo o domínio da URSS bem como fora dela. Khrushchev vai a ser a primeira pessoa a tentar um relacionamento com os EUA e com a China. Mas em vez de um diálogo entre as duas super-potências, uma guerra psicológica começara: a Guerra Fria. A nível interno, Khrushchev começa a efectuar reformas para as agriculturas mas muito delas nem sequer eram executadas. Foi demitido em 1964 por tentar um relacionamento com os EUA e ser considerado perigoso para a URSS. Sucede-lhe Leonid Brejnev (1906-1982, em russo Леонид Ильич Брежнев), cuja época deste governador fora muito controversa. Alguns historiadores pensam que foi responsável por uma estagnação da economia; outros pensam que Brejnev, embora o seu carácter ditactorial, fora uma lufada de ar fresco para as populações que viviam na miséria, enquanto criara uma distensão jamais vista, o que durante a Guerra Fria era um sinal da paz mundial, exemplo disso foram as alianças com a Alemanha Oriental, Iugoslávia e ao mesmo tempo com a China, e distensões com países capitalistas, como a França, Japão e os Estados Unidos. Por sua vez, teve de intervir em Praga, Tchecoslováquia, e invadir o Afeganistão, além da Guerra do Vietnã do Norte ao qual ele apoiava. Criou a Doutrina Brejnev. Morreu em 1982 e Gorbachev sucede o seu lugar após os breves governos de Yuri Andropov e Konstantin Chernenko. Mikhail Sergueievitch Gorbatchev começa a abertura da Rússia para o mundo através de dois programas: glasnost ("abertura") e perestroika ("reestruturação"), de modo a modernizar a economia russa com a abertura das fronteiras para os investidores estrangeiros. A glasnost tinha o significado de liberdade de expressão, que fora ignorada durante todo o império soviético; já a perestroika consisitia na reestruturação económica da URSS pois esta gastava muito dinheiro em armamento e defesa. Era Pós-Soviética Boris Nikolayevich Iéltsin foi eleito directamente primeiro Presidente da Rússia na era pós-comunista. Em Outubro de 1991, Iéltsin afirmou que a Rússia teria que passar por uma terapia de choque económica. Esta transição foi caracterizado por uma profunda recessão econômica, onde o PIB sofreu contração de quase 50%.[16] De acordo com o Banco Mundial, enquanto que 1,5% da população vivia abaixo da linha da pobreza durante a época soviética, esta parcela passou para algo entre 39% e 49% (dados de 1993).[17] A Rússia entrou numa crise profunda, contraindo avultadas dívidas ao mundo e que ainda estão a ser liquidadas actualmente. Iéltsin privatiza quase tudo de forma a obter lucro: até a grande empresa de petróleo LUKoil foi vendida. Só que o obtido não correspondia ao valor real das empresas obtendo apenas 600 milhões de dólares americanos. Estas medidas, bem como as suas consquências, levaram aos comunistas que estavam em maioria no Congresso dos Sovietes a tentarem impedir a continuidade do presidente no dia 21 de Setembro de 1993 - 600 tinham votado a favor e 72 votaram contra. Nesse mesmo dia, as Forças Armadas tinham sido mobilizadas e originou-se a Crise constitucional de 1993. Com o apoio militar, consegue manter o controlo e conseguiu colocar em referendo a actual constituição da Federação da Rússia que viria a ser aprovada e adoptada a 12 de Dezembro de 1993. Em 1996, Iéltsin foi reeleito, se pensa que tenha sido contratada uma empresa de publicidade política dos EUA para conseguir a vitória. Em 1998 é eleito sob influência directa de Iéltsin Vladimir Putin, que actualmente é muito criticado, quer dentro da Rússia, quer fora dela, por falta de democracia e de liberdade de expressão. Os assassinatos de Anna Politkovskaia e de Alexander Litvinenko (a primeira com um tiro, o segundo através de Polónio-210) chocaram o mundo e levaram muitos analistas a pensarem na maneira como Putin tem considerado a liberdade de expressão. Contudo, Putin continua a ter uma grande popularidade na Rússia já que tem um apoio de 70% da população segundo uma sondagem recentemente feita. A Rússia pós-comunista está numa fase complicada de adaptação à democracia, embora os jovens estejam a adaptar-se melhor que as gerações mais antigas. Uma das alegações dos defensores desta transição é o maior acesso a bens de consumo que os mais jovens têm do que os seus antepassados teriam durante a era soviética. O país evoluiu de forma muito acelerada graças às políticas introduzidas que permitiram o fecho do fluxo importador e a venda do petróleo a baixo custo, deixando o país extremamente dependente da venda de recursos fósseis (o petróleo e o gás natural representam 80% das exportações), ao passo que na época na URSS era um país nitidatemente exportador de bens industriais. Apesar das divergências históricas, a Rússia e a Alemanha viveram uma grande e próspera fase, unidas durante a gestão de Erich Honecker e Leonid Brejnev durante o período socialista. Se por um lado, a população tem acesso a bens mais sofisticados, por outro a transição para o capitalismo tem vindo a baixar os indicadores sociais do país. O exemplo mais marcante desta baixa de indicadores é a expectativa de vida entre a população masculina, que vem sofrendo um forte declínio no país. Esse efeito é particularmente sentido nas áreas rurais, onde as populações locais, ou morrem aos poucos ou mudam-se para as cidades. De 1994 a 2004, a população da Rússia caiu de 149 milhões para 144 milhões de pessoas. Os russos também estão morrendo cada vez mais cedo, devido a problemas como alcoolismo e má alimentação, além de doenças como tuberculose e deficiências do sistema de saúde do país. Em 2004, a expectativa de vida média do homem russo era de 59 anos de idade.. |
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| - DADOS GERAIS | |||
| Capital Moscovo | 55° 46' 00" N 37° 40' 00" E |
Língua oficial Russo Outras 31 línguas são co-oficiais |
Independência - Declarada 12 de Junho de 1990 - Concluída 25 de Dezembro de 1991 |
| Área - Total 17.075.200.[1] km² | População - Estimativa de 2007 141.377.752[1] hab. (9º) - Censo 2002 155.274.019 - Urbana 105.100.000[2] hab. (º) - Densidade 8,3 hab./km² | PIB (base PPC) Estimativa de 2007 - Total US$2.076 trilhões USD | Água (%) 13 (209º) |
| IDH (2007) 0,817[3] (71º) – elevado - Esper. de vida 65,5 anos (137º) - Mort. infantil 16,6/mil nasc. (115º) | Fuso horário (UTC+2 a +12) - Verão (DST) (UTC+3 a +13) | Moeda Rublo (RUB) | Clima continental e ártico |
| - PANORAMICA | |||
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