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H U
N G R I A |
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- INTRODUCAO |
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A Hungria
(húngaro:Magyarország) é um país do planalto dos Cárpatos na Europa Central. Faz
fronteira com a Áustria, Eslováquia, Romênia, Ucrânia, Sérvia, Croácia e a
Eslovênia. Tem dez milhões de habitantes, distribuídos em 93 mil quilômetros
quadrados.
Sua
capital é Budapeste, maior cidade do país e que concentra 25% de toda a
população húngara. População a qual é a mais homogênea etnicamente de toda a
Europa, sendo composta em sua maioria pelos magiares, termo pelo qual eles
mesmos se chamam. Os magiares eram um povo nômade que ocupou o planalto dos
Cárpatos no século IX e lutou contra os outros povos durante séculos para se
manterem no mesmo lugar. Mesmo oprimidos por austríacos, turcos e russos, os
magiares permaneceram unidos.
O nome
Hungria vem do turco On-ogur que significa Dez lanças e simbolizava a união
das dez tribos que ocuparam o território húngaro no século IX, 7 tribos
magiares e 3 cazares. O termo latino hunni para os hunos, antigo povo que
dominou a Hungria até o século IV gerou os termos latinos para definir a
Hungria. O termo magiar provavelmente vem das palavras magi e eri, a primeira
de raiz proto-úgrica significa homem ou povo e a segunda vem do turco, que dá
o mesmo significado povo. Então era o nome que os próprios húngaros se chamavam:
Povo.
Em 1º de
janeiro de 2004 a Hungria foi aceita na União Européia, junto com outros
países do Leste Europeu, como os países bálticos, República Tcheca e Polônia. |
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- HISTORIA |
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O império
romano chamava a região a oeste do Danúbio de Panônia, na qual estabeleceram
uma província no local, com este nome. Ao século IV, os hunos começaram as
ondas de migração que passariam pelas terras húngaras, montando o grande
império dos Hunos, que entraria em colapso em 455. Após a queda do Império
Romano em 476, sucederam-se ondas migratórias de germanos, eslavos, ávaros,
francos, búlgaros e, finalmente, magiares, estes no final do século IX.
Segundo a
tradição, os magiares atravessaram os Cárpatos e entraram na planície panônia
em 895, sob a liderança de Árpád, o líder dos magiares que queria a aproximação
com a Europa Cristã. Em 1000, o Rei Santo Estêvão I, filho de Géza da
dinastia dos Árpards, fundou o Reino da Hungria, ao receber uma coroa enviada
pelo Papa Silvestre II e sedimentou o reino em 1006, com o extermínio dos opositores
crentes da fé pagã. Entre 1241 e 1242, uma invasão mongol devastou a Hungria,
com grandes perdas em vidas e propriedades. Quando os mongóis foram embora, o
rei Béla IV, mandou construir castelos de pedra, que seriam importantes na
batalha contra os otomanos, no século XIV.
Paulatinamente,
o Reino da Hungria conseguiu livrar-se das ingerências polacas, boêmias e
papais, consolidando a sua independência. Matias Corvino, que reinou entre
1458 e 1490, fortaleceu o país, repeliu os otomanos e fez com que a Hungria
se tornasse um centro cultural europeu durante o Renascimento.
A
independência da Hungria chegou ao fim em 1526, após a queda de
Nándorfehérvár (Belgrado) e a derrota para os otomanos na batalha de Mohács.
O Reino foi então dividido em três partes: o terço meridional caiu sob o
controle otomano e o ocidental, sob o controle austríaco. A porção oriental
permaneceu nominalmente independente, com o nome de Principado da
Transilvânia e sob a dinastia dos Habsburgos, que retomariam a totalidade da
Hungria das mãos dos otomanos 150 anos depois, no final do século XVII.
Com o
recuo dos turcos, começou a luta da nobreza húngara por autonomia no seio do
Império Austríaco. A Revolução de 1848 e a posterior guerra civil, eliminaram
a servidão e garantiram os direitos civis, mas a revolução foi duramente
reprimida pelos austríacos em 1849. Em 1867, porém, após duras batalhas
internas e externas, a Áustria se obrigou a fazer reformas internas, e para
evitar a independência húngara, fez um acordo na qual reconhecia o estado
autônomo da Hungria, surgindo então a chamada Monarquia Dual, ou
Austro-Húngara.
O governo
húngaro, que era autônomo mas obedecia às mesmas regras que a Áustria, deu
início a um processo de magiarização das populações de outras etnias, o que
motivou o nacionalismo sérvio, eslovaco e romeno dentro do reino. A
magiarização continuou até o término da Primeira Guerra Mundial, quando todo
o Império Austro-Húngaro desmoronou.
Em
novembro de 1918, a Hungria tornou-se uma república independente. Após uma
experiência comunista sob Béla Kun, que proclamou uma república soviética
húngara, e uma invasão por tropas romenas, forças militares de direita sob o
comando do Almirante Miklós Horthy, entraram em Budapeste e instalaram um
novo governo. Em 1920 elegeu-se uma assembléia unicameral, expressivamente de
direita, Horthy foi indicado Regente e a Hungria voltou a ser uma monarquia,
embora sem rei designado.
O Tratado
de Trianon, celebrado em junho de 1920, determinou as fronteiras da Hungria
no pós-guerra. O país perdia então 71% de seu território, 66% de sua
população, grande parte das suas reservas de matéria prima e seu único porto
marítimo (Fiume, hoje Rijeka, na Croácia) para os países vizinhos. O
inconformismo com a perda de territórios e população foi a tônica do processo
político húngaro do entre-guerras e perdura, de certa maneira, até hoje.
Após um
período conturbado politicamente na década de 20, com István Bethlen, a
Hungria se aliou aos nazistas alemães a partir dos anos 30, durante a Grande
Depressão, na expectativa, conforme explicações de seus líderes da época, de
obter de volta os territórios perdidos. Entre 1938 e 1941, a Hungria retomou
territórios como a Eslováquia, a Rutênia, a Transilvânia e parte da
Iugoslávia. Declarou guerra em 1941 à União Soviética, mas depois de
sucessivas derrotas tentou um acordo com os Aliados. Hitler com medo disso,
ordenou a invasão da Hungria em março de 1944. No período de invasão alemã,
ocorreram os envios de judeus à campos de concentração na Polônia. Depois de
diversas batalhas por toda a Hungria, os alemães foram derrotados em 4 de
abril de 1944.
Como
consequência, ao fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se um Estado comunista
sob influência de Moscou. A Revolução de 1956 foi a oportunidade para que os
húngaros se manifestassem contra o regime soviético instalado no país. Após o
1º ministro deposto Imre Nagy tentar tomar o poder, apoiado pela população, a
União Soviética invadiu Budapeste e, pela força das armas, acabou com a
revolução, prendeu Nagy e executou-o tempo depois.
Nos anos
80, a Hungria foi um dos primeiros países da órbita soviética a procurar
dissolver o Pacto de Varsóvia e a evoluir para uma democracia pluripartidária
e para uma economia de mercado. As primeiras eleições livres nessa nova fase
da história da Hungria foram realizadas em 1990, com poucos votos, os
socialistas foram rechaçados. Mas em 1994, voltaram ao poder, apoiados pela
queda do padrão de vida e da economia húngara. Desde então, socialistas e
centro-direitistas disputam o poder político na Hungria. Seguiu-se de uma
aproximação com o Ocidente que levou o país a aderir à OTAN em 1999 e à União
Européia em 2004 |
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- DADOS GERAIS |
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Capital Budapeste |
47º26'N 19º15'E |
Cidade mais populosa Budapeste |
Língua oficial Húngaro |
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Entrada na UE 1 de maio de 2004 |
Área
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Total 93 030 km² (109º) |
População Estimativa de 2007 |
Densidade 109 hab./km² (92º) |
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PIB (base PPC) Estimativa de est. 2007
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Total $US 208,157 bi (48º) - Per capita $US 20 700 (39º) |
Moeda: florim (HUF ou FT) |
Visto: não |
Esper. de vida 72,66 anos (73º)
-
Mort. infantil 8,57/mil nasc. (165º) |
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Melhor época: o outono, entre setembro e
outubro, é lindo, mas, como em toda a Europa, a melhor época é mesmo a
primavera, de abril a junho |
Fuso horário (UTC+1)
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Verão (DST) (UTC+2) |
Cód. ISO HUN Cód. Internet .hu1 Cód. telef. +36 |
Website governamental
http://www.magyarorszag.hu |
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- PANORAMICA |
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Além
de falar a língua mais difícil do planeta "a única que o diabo
respeita", nas palavras de Chico Buarque , a Hungria tem muitas outras
particularidades: os banhos turcos e os magníficos edifícios de Budapeste, o
Lago Balaton o maior da Europa Central e as cidades de Szentendre e Eztergom,
às margens do Danúbio, onde o curso do rio adquire quase um formato de
coração. Sim, a língua é assustadora. Mas só no primeiro momento. Depois ela
se torna interessante e divertida. Principalmente porque, na hora em que você
precisar se comunicar, encontrará número suficiente de húngaros que falam
inglês. |
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