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Período colonial A
povoação de São Paulo de Piratininga teve início, em 25 de janeiro de
1554, com a construção de um colégio jesuíta, por 12 padres, entre eles
Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no alto de uma colina escarpada,
entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí.[21] Tal colégio, que funcionava
num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese
dos índios que viviam na região do Planalto de Piratininga, separados
do litoral pela Serra do Mar. O
nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi 25
de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do
apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em
carta aos seus superiores da Companhia de Jesus: 25
de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e
estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do
Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa.
O
povoamento da região do Pátio do Colégio teve início, em 1560, quando,
na visita de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, à Capitania de São
Vicente, este ordenou a transferância da população da vila de Santo
André da Borda do Campo, que fora criada por Tomé de Sousa em 1553,
para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de
Piratininga", local alto e mais adequado (uma colina escarpada vizinha
a uma grande várzea, a Várzea do Carmo) para se protejer dos ataques dos índios. Desta
forma, em 1560, a vila de Santo André da Borda do Campo foi transferida
para a região do Pátio do Colégio de São Paulo e passou a se denominar
Vila de São Paulo, pertencente à Capitania de São Vicente. São
Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila
pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral, e se
mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi por muito
tempo a única vila no interior do Brasil. Esse
isolamento de São Paulo se dava principalmente porque era dificílimo
subir a Serra do Mar, a pé, da vila de Santos e da vila de São Vicente
para o planalto de Piratininga. Subida esta que era feita pelo Caminho
do padre José de Anchieta. Mem de Sá proibira o uso do Caminho do
Piraiquê (hoje Piaçagüera), por ser, nele, freqüentes os ataques dos
índios. Em
22 de março de 1681, O Marquês de Cascais, donatário da Capitania de
São Vicente, transfere a capital da capitania para a Vila de São Paulo,
que passa a ser a "Cabeça da Capitania". A nova capital é instalada, em
23 de abril de 1683, com grandes festejos públicos. Por
ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São Paulo
teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo
interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os
paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em
busca de ouro e de diamantes. A
descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez
com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, sendo criada,
em 3 de novembro de 1709, a nova "Capitania Real de São Paulo e Minas
do Ouro". E, em 11 de julho de 1711, a vila de São Paulo é elevada à
categoria de cidade. Logo
em seguida, por volta de 1720, é encontrado ouro, pelos bandeirantes,
nas regiões onde se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a cidade de
Goiás, fato que levou à expansão do território brasileiro para além da
Linha de Tordesilhas. Quando
o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista
do açúcar, que se espalhou pelo interior da capitania de São Paulo, e a
cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o
porto de Santos. Nesta época foi construída a primeira estrada moderna
entre São Paulo e o litoral: A Calçada do Lorena
Período imperial Após
a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica o Monumento do
Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por
Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em
1827, houve a criação d cursos jurídicos no Convento de São Francisco
(que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São
Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o
fluxo de estudantes e professores, graças a qual, a cidade passa a ser
denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de
Piratininga. Outro
fator do crescimento de São Paulo foi a expansão da produção do café,
inicialmente na região do Vale do Paraíba paulista, e depois nas
regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em
diante, São Paulo passa a beneficiar-se de uma ferrovia que liga o
interior da província de São Paulo ao porto de Santos, a Estrada de
Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A Inglesa. Surgem,
no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o interior do
estado à capital São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o ponto de
convergência de todas as ferrovias vindas do interior do estado. A
produção e exportação de café permite à cidade e à província de São
Paulo, depois chamada de Estado de São Paulo, um grande crescimento
econômico e populacional. De meados
desse século até o seu final, foi o período que a província começou a
receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos,
dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias
começaram a se instalar.
República Velha Com
o fim do Segundo Reinado e início da República a cidade de São Paulo,
assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e
populacional, também auxiliado pela política do café-com-leite e pela
grande imigração européia para São Paulo. Durante
a República Velha (1889-1930), São Paulo passou de centro regional a
metrópele nacional, se industrializando e chegando a seu primeiro
milhão de habitantes em 1928. Seu maior crescimento relativo se deu na
década de 1890 quando dobrou sua população. O auge do período do café é
representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual
edifício) no fim do século XIX e pela avenida Paulista em 1900, onde se
construíram muitas mansões. O
vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região situada à sua margem
esquerda passa a ser conhecida como Centro Novo. A séde do governo
paulista é transferido, no inicío do século XX, do Pátio do Colégio
para os Campos Elísios (bairro de São Paulo). Palácio dos Correios em 1922. Os
melhoramentos realizados na cidade pelos administradores Conselheiro
Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e o Dr. Washington Luís
contribuem para o clima de desenvolvimento da cidade: alguns estudiosos
consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída naquele
período.[23] Com
o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da
cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram
construídos em lugares de chácaras. A
partir da década de 1920 com a retificação e reversão das águas do rio
Pinheiros para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram
os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na
zonal sul de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecido hoje como
a "Região dos Jardins".
São Paulo de 1930 até hoje Em
1932 São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução
constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra
o "Governo Provisório" de Getúlio Vargas. O
grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial,
devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio
internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito
elevada até os dias atuais. Em
1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: A Via Anchieta,
(construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de
Anchieta), liga a capital ao litoral paulista. Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode parar e como A cidade que mais cresce no mundo. São
Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do "Quarto Centenário"
de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera, lançados
muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê em
Salesópolis. Com
a transferência, a partir da década de 1950, de parte do centro
financeiro da cidade que fica no centro histórico região chamada de
"Triângulo Histórico") para a Avenida Paulista, as suas mansões foram,
na maioria subistituída por grandes edifícios. No
período da década de 1930 até a década de 1960, os grandes
empreendedores do desenvolvimento de São Paulo foram o prefeito
Francisco Prestes Maia e o governador Ademar de Barros. Prestes Maia
projetou e implantou, na década de 1930, o "Plano de Avenidas de São
Paulo", que revolucionou o trânsito de São Paulo.
Estes
dois governantes são os responsáveis também pelas duas maiores
intervenções urbanas, depois do Plano de Avenidas, e que mudaram São
Paulo:
* A retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais;
* O Metrô de São Paulo: Em 13 de fevereiro de 1963, O governador Ademar
de Barros e e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e
municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de
São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas..[25] Naquele
ano, São Paulo somava quatro milhões de habitantes.
Iniciado
a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de Faria
Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de
setembro de 1974. Atualmente,
o crescimento tem-se desacelerado, devido ao crescimento industrial de
outras regiões do Brasil. As últimas décadas atestaram uma nítida
transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada vez
mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios, sendo
considerada, hoje, um dos mais importantes centros de comércio global
da América Latina.
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