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Fundada
em 19 de junho de 1856 (153 anos) a partir de núcleos fazendeiros de
criação de gado, Ribeirão Preto se destacou no setor cafeeiro, o qual
foi arruinado com a crise de 1929. Segundo consta em registro, o
primeiro dono e doador de terras foi José Mateus dos Reis, dono da
maior parte da Fazenda das Palmeiras, fez a primeira doação de terras
no valor de 40 mil reis, "com a condição de no terreno ser levantada
uma capela em louvor a São Sebastião das Palmeiras". Em 2 de
novembro de 1845, no bairro das Palmeiras, era fincada uma cruz de
madeira como tentativa de demarcação de um patrimônio para a futura
capela de São Sebastião. Com esta, surgiram outras doações objetivando
ampliar o patrimônio da capela, doações que foram anexadas à primeira
feitas por José Alves da Silva (quatro alqueires), Miguel Bezerra dos
Reis (dois alqueires), Antônio Bezerra Cavalcanti (doze alqueires),
Alexandre Antunes Maciel (dois alqueires), Mateus José dos Reis (dois
alqueires), Luís Gonçalves Barbosa (um alqueire) e Mariano Pedroso de
Almeida e outros. Ribeirão Preto fazia parte do território do
município de São Simão,[6] e do mesmo município faziam parte Dumont,
Guatapará, Bonfim Paulista (atual distrito), entre outros vilarejos e
cidades. Um importante fator que contribuiu para o desenvolvimento
do município foi a chegada da linha férrea da Mogiana em 1883, que
possibilitou a expansão da cultura cafeeira que existia desde 1870. A
expansão do café levou a um crescimento da população que passou de 5552
pessoas (sendo 857 escravos) em 1874, para 10420 (1379 escravos) em
1886. Em 1887, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou um dos
atos de maior relevância de sua história, pois o vereadores aprovaram,
por unanimidade em 3 de agosto daquele ano, a libertação dos escravos
em Ribeirão Preto, antes mesmo da entrada em vigor da Lei Áurea,
assinada em 13 de maio de 1888. Depois da assinatura da Lei Áurea
que extinguiu a escravidão no Brasil, o governo da província de São
Paulo passou a estimular a vinda de imigrantes europeus, provocando em
Ribeirão Preto um grande aumento populacional, passando para 59.195
habitantes em 1900, um crescimento muito maior do que o registrado nos
outros municípios da região durante esse período. Calcula-se que 33.199
dos 52.929 habitantes de 1902 eram de origem estrangeira, sendo 83,7%
italianos, 7,9% portugueses, 5,1% espanhóis e 1,7% austríacos.[7] Esse
contingente populacional foi importante para a urbanização e
desenvolvimento do município, pois muitos imigrantes já eram
acostumados com a vida urbana e possuíam uma mentalidade empreendedora,
criando novos estabelecimentos comerciais e industriais no município,
transformando Ribeirão Preto, que era até então uma simples vila
agrícola. Na primeira metade do século XX, Ribeirão Preto continuou
atraindo imigrantes nacionais e internacionais. Um novo grupo de
destaque são os japoneses, sendo o município, considerado "berço da
imigração japonesa" por receber uma parte dos primeiros imigrantes que
chegaram ao Brasil em 1908.[8] Também é expressiva a chegada de árabes,
especialmente sírios-libaneses. O município também atraiu durante esse
século pessoas de todo o estado de São Paulo e de todo o Brasil, sendo
os mais numerosos, de acordo com o censo 2000, os mineiros, paranaenses
e baianos. Vale destacar que em 1879 a família Dumont mudou-se de
Valença (RJ) para Ribeirão Preto, onde se estabeleceu na Fazenda
Arindeúva, ocupando-se com plantio e beneficiamento de café, através da
empresa Dumont Coffee Company. Trazidos por seu patriarca Dr. Henrique
Dumont, vieram sua esposa e seus oito filhos, dentre eles, um jovem
chamado "Alberto Santos Dumont". Após uma viagem que a família Dumont
realizou para Paris em 1891, o idealizador Santos Dumont começou a
despertar-se para área mecânica, principalmente para o "motor de
combustão interna", que culminou posteriormente com a construção de um
balão (sem motor), que mais tarde chegou à criação de seu avião.[9]
Desde então, o jovem sonhador não parou mais de buscar alternativas,
vindo a receber da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, conforme Lei nº
100, de 4 de novembro de 1903, uma subvenção de um conto de réis para
que prosseguisse as pesquisas que, três anos depois, resultaram na
invenção do avião. Por ter sido sede da Companhia Antarctica
Paulista e por ter uma das mais famosas choperias do Brasil, a Choperia
Pinguim, Ribeirão Preto foi conhecida também como a Capital do Chope,
assim como já foi denominada Capital do Café, mas hoje o município é
reconhecido oficialmente como Capital Nacional do Agronegócio.
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