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Antecedentes
A região da atual Paraty era habitada por indígenas Guaianás anteriormente ao Descobrimento do Brasil pelos europeus. Início do povoamento Nos
primeiros anos do século XVI os portugueses já conheciam a trilha
aberta pelos goianases ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba,
para lá da serra do Mar. Embora alguns autores pretendam que a fundação
de Paraty remonte à primeira metade desse século, quando da passagem da
expedição de Martim Afonso de Sousa, a primeira notícia que se tem do
povoado é a da passagem da expedição de Martim Correia de Sá, em 1597.
À época, a região encontrava-se compreendida na capitania de São
Vicente. O
núcleo de povoamento iniciou-se no morro situado à margem do rio
Perequê-Açu (depois morro da Vila Velha, atual morro do Forte). A
primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a
invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do
morro. O aldeamento dos goianases locaizava-se à beira-mar. Em 1636,
Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria correspondente à área
situada entre a margem do rio e Patitiba (atual centro histórico), para
a instalação do crescente povoado, com a condição de que os indígenas
não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a
invocação de Nossa Senhora dos Remédios.
Emancipação política A
partir de 1654 várias rebeliões ocorreram entre os moradores, visando
tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que ocorreu
em 1660, com a revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, vindo
o povoado a ser alçado à categoria de vila. Este ato de rebeldia foi
reconhecido por Afonso VI de Portugal, que, por Carta Régia de 28 de
Fevereiro de 1667 ratificou o ato dando-lhe o nome de "Vila de Nossa
Senhora dos Remédios de Paraty". O Ciclo do Ouro e a Estrada Real Com
a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, a dinâmica de Paraty
ganhou novo impulso. Em 1702, o governador da capitania do Rio de
Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na
Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de
onde seguiriam para as Minas Gerais pelo antiga trilha indígena, agora
pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por
Caminho do Ouro. A
proibição do transporte de ouro pela estrada de Paraty, a partir de
1710, fez os seus habitantes se rebelarem. A medida foi revogada, mas
depois restabelecida. Este fato, mas principalmente a abertura do
chamado Caminho Novo, ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas,
tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila. A
partir do século XVII registra-se o incremento no cultivo de
cana-de-açúcar e a produção de aguardente. No século XVIII o número de
engenhos ascendia a 250, registrando-se, em 1820, 150 destilarias em
atividade. A produção era tão elevada que a expressão "Parati" passou a
ser sinônimo de cachaça, produção artesanal que perdura até aos nossos
dias.
O século XIX e o Ciclo do Café Para
burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre
Diogo Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As
rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas
para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do
Paraíba, que então se iniciava. À época do Segundo Reinado, um Decreto Lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila a cidade. Com
a chegada da ferrovia a Barra do Piraí (1864) a produção passou a ser
escoada por essa ela, condenando Paraty a um longo período de
decadência.
O Ciclo do Turismo A
cidade e seu património foram redescobertos em 1954, com a reabertura
da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -,
vindo a constituir-se em um pólo de atração turística. Desse modo, em
1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O movimento
turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR 101) em 1973. Hoje
a cidade é o segundo pólo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º
do país[carece de fontes?]. Devido a essa relevância, foi uma das
poucas cidades que não é capital de estado a receber a Tocha dos Jogos
Pan-americanos de 2007 nos dias que antecederam aos Jogos
Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
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