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Civilizações Pré-Cabralinas Os
habitantes da região de Florianópolis na época da chegada dos
exploradores europeus eram os índios carijós, de origem tupi-guarani.
Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as
atividades básicas para sua subsistência. Porém, outras populações mais
antigas habitaram a ilha em tempos mais remotos. Existem indícios de
presença do chamado Homem de Sambaqui em sítios arqueológicos cujos
registros mais antigos datam de 4800 a.C.. A Ilha de Santa Catarina
possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas líticas,
notadamente em várias de suas praias. A
Ilha de Santa Catarina era conhecida como Meiembipe[6] ("montanha ao
longo do mar") pelos carijós. O estreito que a separa do continente era
chamado Y-Jurerê-Mirim, termo que quer dizer "pequena boca d'água" e
também se estendia à própria ilha.
Casa colonial. Já
no início do século XVI, embarcações que demandavam a Bacia do Prata
aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecer-se de água e
víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que o bandeirante
Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início ao
povoamento da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual
Florianópolis) — segundo núcleo de povoamento mais antigo do estado,
ainda fazendo parte da vila de Laguna — desempenhando importante papel
político na colonização da região. Nessa
época ocorreram naufrágios de embarcações que depois foram estudadas e
deram origem a dois projetos de arqueologia subaquática em
Florianópolis, uma no norte e outra no sul da ilha. Diversos artefatos
e partes das embarcações foram recuperados pelos pesquisadores
responsáveis por essas iniciativas, financiadas principalmente pela
iniciativa privada.[carece de fontes?]
século XVIII A
partir da vinda de Dias Velho intensifica-se o fluxo de paulistas e
vicentistas, que ocupam vários outros pontos do litoral. Em 1726, Nossa
Senhora do Desterro é elevada à categoria de vila, a partir de seu
desmembramento de Laguna. A
ilha de Santa Catarina, por sua posição estratégica como vanguarda dos
domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada
militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erigidas as
fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou
num importante passo na ocupação da ilha. A
partir de meados do século XVIII, a ilha de Santa Catarina passa a
receber uma expressiva quantidade de imigrantes açorianos, que chegam
ao Brasil incentivados pela Corôa portuguesa para aliviar o excedente
populacional e ocupar a parte meridional de sua colônia na América do
Sul. Com a
ocupação, prosperaram a agricultura e a indústria manufatureira de
algodão e linho, permanecendo, ainda hoje, resquícios desse passado, no
que se refere à confecção artesanal da farinha de mandioca e das rendas
de bilro. Nessa
época, em meados do século XVIII, verifica-se a implantação das
"armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador
Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era
comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo
benefício econômico à região.
Século XIX Quadro de Victor Meirelles mostrando a cidade em 1847 No
século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se
capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período
de prosperidade, com o investimento de recursos federais. Projetaram-se
a melhoria do porto e a construção de edifícios públicos, entre outras
obras urbanas. A modernização política e a organização de atividades
culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para
a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845). Em outubro desse mesmo ano,
ancorada a embarcação imperial nos arredores da ilha, D. Pedro
permaneceu em solo catarinense por quase um mês. Nesse período, o
Imperador dirigiu-se várias vezes à Igreja (hoje Catedral
Arquidiocesana), passeou pelas ruas da Vila do Desterro e, na "Casa de
Governo", concedeu "beija-mão". Em
1891, quando o marechal Deodoro da Fonseca, por influência da Revolta
da Armada, renunciou à presidência da recém-instituída república, o
vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, mas não convocou
eleições após isso, contrariando o prescrito na Constituição promulgada
neste mesmo ano, fato que gerou duas revoltas: a 2ª Revolta da Armada
(originária da Marinha, no Rio) e a Revolução Federalista (patrocinada
por fazendeiros gaúchos). As duas insurreições chegaram ao Desterro com
o apoio dos catarinenses, entre os quais esteve Elesbão Pinto da Luz.
Entretanto, Floriano Peixoto conteve-as ao aprisionar seus líderes e,
com isso, restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do
presidente, que, em sua homenagem, deram à capital a denominação de
Florianópolis, ou seja, "cidade de Floriano". Os revoltosos, por sua
vez, vieram a ser fuzilados na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim. Também,
no final do século XIX, em 1898, foi fundado um importante colégio pela
Congregação das Irmãs da Divina Providência, o Colégio Coração de Jesus.
Século XX A
cidade, desde o entrar do século XX, passou por profundas
transformações. A construção civil fez-se um dos seus principais
suportes econômicos. A implantação das redes básicas de energia
elétrica, do sistema de fornecimento de água e da rede de esgotos
somou-se à construção da Ponte Hercílio Luz, tudo a assinalar o
processo de desenvolvimento urbano. Além disso, em 1943 foi anexada ao
município a parte continental, antes pertencente à vizinha São José. Ao
final do século XX — nas três últimas décadas, principalmente —, a ilha
experimentou singular afluência de novos moradores, iniciada com a
transferência da sede da Eletrosul do Rio de Janeiro para o centro da
ilha, com sede fixada no bairro Pantanal. Construíram-se duas novas
pontes ligando a ilha ao continente: a ponte Colombo Salles e a ponte
Pedro Ivo Campos. Os bairros mais afastados da ilha também foram objeto
de intensa urbanização. Surgiram novos bairros, tal como Jurerê
Internacional, de alto nível socioeconômico, enquanto em alguns pontos
começou uma ocupação desordenada, sem o devido zelo com respeito a
obras de urbanização. No início do século XXI a cidade passa a ter um
dos piores trânsitos do Brasil, com um veículo para cada dois
habitantes. No verão esse número aumenta gradativamente com a chegada
dos turistas.
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