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A
história do Cabo de Santo Agostinho se inicia bem antes da chegada dos
portugueses ao Brasil. Assim como boa parte do território brasileiro, o
Cabo era povoado por indíos Caetés. O
navegador e explorador Vicente Yañez Pinzón - integrou a primeira
Armada de Cristóvão Colombo que descobriu a América em 1492, tendo
comandado a caravela Niña --- com uma esquadra de quatro caravelas
alcançou por primeira vez a costa do Brasil, junto de um grande
promontório, o cabo de Santo Agostinho, ao qual chamou de Santa María
de la Consolación e do qual tomou posse para a Espanha em 20 de janeiro
de 1500. Fonte: Martín Fernández de Navarrete:"Viaje de Vicente Yánez
Pinzón". As
primeiras povoações chamadas de Arraial do Cabo surgiram na segunda
metade do século XVI. Formado pela Igreja Matriz de Sto Antônio e casas
esparsas. Em
1560 João Paes Barreto instituiu o primeiro Morgado no Brasil e lhe deu
o nome de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Sto Agostinho,
vinculando o Engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho. A
escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580. Segundo
afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário
Iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede
do Município vem de 1618; antes dessa data compunha-se de algumas casas
esparsas, distantes uma das outras. Transcorridos
mais de duzentos anos de ter sido a Povoação de Sto Agostinho elevada à
predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Sto
Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia
de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província, o
General Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Sua
instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo
ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente
Ferreira de França. Foi elevada a categoria de cidade a então Vila do
Cabo de Sto Agostinho em 9 de julho de 1877, pela lei provincial nº.
1.269, para a denominação de Município de Santo Agostinho do Cabo. O
Cabo teve sua economia centrada no desenvolvimento da monocultura da
cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmarias ao longo do
Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado as terras a ele concedida em
1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), funda o primeiro engenho
bangüê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo
centro açucareiro da Região. Mais tarde, com a criação de novos
engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província
de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de
crescimento do país.
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