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A história da cidade de Aracaju está fortemente relacionada à da
cidade de São Cristóvão, pois era esta a antiga capital da capitania de
Sergipe, atual estado de Sergipe. Foi a partir da decisão de mudança da
cidade que abrigaria a capital provincial que Aracaju pôde existir e
cresceu. Fundada em 1855, foi a segunda capital planejada de um estado
brasileiro; seu formato remete a um tabuleiro de xadrez. Todas as ruas
foram projetadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para
desembocarem no rio Sergipe[carece de fontes?]. Até então, as cidades
existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições
topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama
urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi,
no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica[carece
de fontes?]. São Cristóvão No
início da ocupação de povos não-indígenas onde hoje se encontra Aracaju
e cidades vizinhas, esta região estava sob a jurisdição da capitania da
Baía de Todos os Santos, que hoje é o estado da Bahia. A princípio,
essa região era território do cacique Serigi, que dominava desde as
margens do rio Sergipe até a do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão
de Barros atacou as tribos do cacique Serigi e de seu irmão Siriri,
matando-os e derrotando-os. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590,
Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão junto à foz do rio
Sergipe e define a capitania de Sergipe, ainda subordinada à Capitania
da Baía de Todos os Santos. Mais tarde, a localização foi transferida
para as margens do rio Poxim e, enfim, para o Rio Paramopama, afluente
do Vaza-Barris. Assim, São Cristóvão torna-se a capital da
província. Diferente do que aconteceu nos outros estados da Região
Nordeste, a capital de Sergipe ficava a mais de vinte quilômetros de
distância do mar. Desta forma seus portos, por onde passavam navios,
ficavam nos rios. De povoado a capital As terras onde hoje se
encontra Aracaju originaram-se de sesmarias doadas a Pero Gonçalves por
volta do ano de 1602.Eram compostas de 160 quilômetros de costa, mas em
todas as margens não existia nenhuma vila, apenas povoados de
pescadores. Igreja do Santo Antônio, em um dos pontos mais altos de Aracaju No
ano de 1699 tem-se notícia de um povoado surgido às margens do rio
Sergipe, próximo à região onde este deságua no mar, com o nome de Santo
Antônio de Aracaju. Seu capitão era o indígena João Mulato. Em meados
do século seguinte, em 1757, Santo Antônio de Aracaju vivia sem maiores
crescimentos e já era incluída como sítio da freguesia de Nossa Senhora
do Perpétuo Socorro do Tomar do Cotinguiba. Na então capital de
Sergipe, São Cristóvão, estava-se tendo dificuldades com relação aos
portos. Como a capital ficava no interior do estado, a navegação até os
portos era somente fluvial, o que era um inconveniente, uma vez que os
maiores navios não tinham passagem por conta da tonelagem, fazendo os
portos sergipanos servirem apenas para pequenas embarcações. A
partir e 1854, a praia que hoje é de território de Aracaju, perto da
foz do Rio Sergipe, despertou grande interesse do governo da província
de Sergipe, que transferiu a Alfândega e a Mesa de Rendas Provinciais
para aquele local e construiu uma Agência do Correio e uma
Sub-Delegacia Policial. Além disso, um porto foi construído na praia,
denominada "Atalaia". A província necessitava de um porto de porte
maior para seu progresso. No dia 2 de março de 1855, a Assembleia
Legislativa da Província abriu sessão em uma das poucas casas
existentes na Praia de Atalaia. Nesta sessão, tendo previamente
analisado a situação em que se encontrava a província, Inácio Joaquim
Barbosa, o primeiro presidente da Província de Sergipe Del Rey, decidiu
transferir a capital de Sergipe, que era São Cristóvão, para a cidade
portuária que seria erguida ali. A decisão foi recebida com grande
surpresa pelos presentes. Assim, no dia 17 de março de 1855, Inácio
Joaquim Barbosa apresentou o projeto de elevação do povoado de Santo
Antônio de Aracaju à categoria de cidade e a transferência da capital
da província para esta nova cidade, que foi chamada simplesmente de
Aracaju. Foi um dos momentos mais importantes e de maior repercussão da
história de Sergipe. A nova localização da capital iria beneficiar o
escoamento da produção principalmente açucareira da época, além de
representar um local mais adequado para a sede do governo para o
desenvolvimento futuro. A cidade de São Cristóvão não se revoltou de
forma violenta contra a decisão, tendo apenas feito manifestações de
protesto. Dessa forma Aracaju passou à frente de várias cidades já
estruturadas, com melhores condições enquanto desenvolvimento urbano.
Cidades como Laranjeiras, Maruim e Itaporanga se apresentavam em
condição superior à de Aracaju. Desde então, Inácio Joaquim Barbosa
vem sendo considerado o "fundador de Aracaju", tendo atualmente um
monumento em sua homenagem na Orla de Atalaia. Por não se ter tido
êxito em encontrar nenhum retrato do primeiro presidente de Sergipe, o
monumento não é uma estátua, mas uma estrutura de aço de 5,5 metros de
altura e 2.200 quilos.
Horizonte de Aracaju Como Aracaju
surgiu com o objetivo de sediar a capital da província de Sergipe
del-Rei, que até este momento se localizava na cidade de São Cristóvão,
segundo alguns historiadores, Aracaju foi idealizada com "planejamento
urbano" desde o início, pois as primeiras ruas estão organizadas de
forma a lembrar um tabuleiro de xadrez. O responsável pelo desenho
da cidade de Aracaju foi o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. A
construção da cidade apresentou algumas dificuldades de engenharia,
pois a região continha muitos pântanos, pequenos lagos e mangues. Apesar
de se saber o dia exato de fundação da cidade, não se sabe com certeza
qual foi o ponto inicial urbano. É provável que ela tenha sido ocupada
a partir da atual Praça General Valadão, onde se situava o porto
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