A U S T R I A

 

- INTRODUCAO
A Áustria é um país montanhoso localizado na Europa Central, limitado a norte e oeste pela Alemanha, a norte pela República Checa, a leste pela Eslováquia e Hungria, a sul pela Eslovénia e Itália e a oeste pela Suíça e Liechtenstein. A Áustria é um país membro da União Europeia. A língua nacional é o alemão. Sua capital é Viena

 

- HISTORIA
Os primórdios
Por volta de 400 a.C., os celtas chegaram às regiões central e oriental da Áustria. Por volta de 15 a.C., os romanos dominaram a parte ao sul do Danúbio e tornaram esse território parte de seu Império. No final do século II d.C., tribos do norte começaram a invadir a Áustria romana. Em 476 d.C., o Império Romano ruiu. Durante o período de declínio, grupos asiáticos, germânicos e eslavos se estabeleceram na Áustria.
Do final do século VIII a 814, a região foi dominada por Carlos Magno. O rei da Germânia, Oto I, passou a reinar sobre a Áustria em 955, sendo coroado imperador em 962. Até 1806, o território governado por reis germânicos constituiu o Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria se tornado o Estado mais importante. Em 976, o imperador Oto II passou o controle do nordeste da Áustria a Leopoldo I, da família Babenberg. Em 1156, Frederico I declarou a região um ducado.
Em 1246, o rei Ottokar da Boêmia assumiu o controle dos ducados dos Babenberg. Os príncipes da Germânia elegeram, em 1273, Rodolfo I, da família Habsburgo, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Rodolfo derrotou Ottokar.
No século XIV, os Habsburgo perderam a coroa do Sacro Império. Um dos maiores Habsburgo foi Maximiliano I. Em 1496, ele casou seu filho Filipe com a filha do rei da Espanha. Filipe foi pai do rei Carlos I da Espanha, em 1516, e imperador Carlos V do Sacro Império, em 1519. Em 1556, Carlos renunciou a seus tronos, e Fernando I, seu irmão, tornou-se imperador do Sacro Império.
Guerras Napoleônicas
Áustria perdeu muitos territórios nas Guerras Napoleônicas do final do século XVIII e início do XIX. Napoleão conquistou grande parte do Sacro Império Romano-Germânico e, em 1806, aboliu o Império. O imperador Francisco II da Germânia mudou seu título de arquiduque para imperador da Áustria e governou como Francisco I. Napoleão foi finalmente derrotado em 1815.
Confederação Germânica
O Congresso de Viena, que produziu o tratado de paz que se seguiu às Guerras Napoleônicas, restituiu à Áustria seus territórios, com exceção da Bélgica. Organizou a Confederação Germânica, uma união de Estados independentes. A Áustria e a Prússia iniciaram uma luta pela liderança da confederação. Em 1866, ocorreu a Guerra Austro-Prussiana, na qual a Itália e a Prússia em pouco tempo derrotaram a Áustria. A Confederação Germânica foi dissolvida. A Prússia formou uma nova confederação sem a Áustria.
Império Austro-Húngaro
Em 1867, os húngaros forçaram o imperador Francisco José I a dar à Hungria o mesmo status que a Áustria detinha no Império Austríaco, criando a dupla monarquia da Áustria-Hungria. Logo, os eslavos e outros grupos minoritários da Áustria-Hungria passaram a exigir o direito de se auto-governar. A Sérvia liderou o movimento nacionalista eslavo. Em 1914, os nacionalistas sérvios assassinaram, em Sarajevo, na então província da Bósnia e Herzegovina, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro. A Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial. A Alemanha e outros países se uniram à Áustria-Hungria contra os Aliados, que compreendiam a Grã-Bretanha, a França, a Rússia.

República da Áustria
A Áustria-Hungria derrotada assinou o armistício em novembro de 1918, que entre outras coisas exigia sua dissolução. O Imperador Carlos I renunciou ao governo e partiu para o exílio e a Áustria tornou-se uma República, terminando assim o multissecular domínio dos Habsburgo. Este novo país teve o nome de Áustria Alemã (1918-1919) e só depois Áustria (1919-1938), período que corresponde à Primeira República Austríaca.
Em 1920, o país adotou uma Constituição democrática. Em 1938, as tropas alemãs se apoderaram do país. Adolf Hitler anunciou, então, a união da Áustria e da Alemanha Nazi, o chamado Anschluss.
Após a Segunda Guerra Mundial, a Áustria foi dividida em zonas de ocupação americana, britânica, francesa e russa, que, no entanto, lhe permitiriam estabelecer um único governo provisório. Após as eleições de novembro de 1945, formou-se um governo nacional. Em 1955, os Aliados suspenderam sua ocupação do país. Para obter a independência, a Áustria concordou em permanecer neutra na Guerra Fria.
Por ser capital de uma nação neutra e ocupar uma posição estratégica, Viena tornou-se a sede de algumas conferências sobre a Limitação de Armas Estratégicas (SALT), iniciadas em 1969 entre a União Soviética e os Estados Unidos. No princípio da década de 1970, foi iniciada a construção de uma sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Viena.

História recente
O país foi incorporado à União Européia (UE) em 1995. Em 1997, Franz Vranitzky renunciou ao cargo de chanceler, após 11 anos de mandato. Viktor Klima assumiu o cargo e governou até 1999.
Em 2000, o presidente Klestil autorizou a coalizão entre o Partido Liberal Austríaco (FPÖ), do líder de extrema-direita Jörg Haider, e o Partido Popular Austríaco (ÖVP), do chanceler Wolfgang Schüssel. Essa autorização foi decidida sob muitos protestos dos países da UE, que temiam uma ascensão nazista ao poder. Em 1999, o país aceitou adotar a moeda única européia, o euro, que entrou em circulação em 2002.
A coligação FPÖ-ÖVP foi desfeita em setembro de 2002, devido a divergências internas, que culminaram na dissolução do parlamento e na antecipação das eleições para novembro desse ano. O partido do primeiro-ministro saiu vencedor, seguido pelos social-democratas. A extrema-direita de Jörg Haider foi a grande derrotada, recebendo pouco mais de um terço dos votos obtidos na eleição anterior, em 1999. Sem maioria no parlamento, o ÖVP refez a coligação com o FPÖ em fevereiro de 2003, para compor o gabinete do chanceler Schuessel. Em meados de 2003, uma proposta de reforma da previdência, dificultando o acesso a aposentadoria, resultou nos maiores protestos dos últimos 50 anos no país

- DADOS GERAIS
Capital Viena 48° 12' 00" N 16° 21' 00" E Cidade mais populosa Viena Língua oficial Alemão
Independência - Tratado de Estado Austríaco 27 de Julho de 1955 - Declaração de neutralidade 26 de Outubro de 1955 Área - Total 83.858 km² (112º) Água (%) 1,3 População - Estimativa de 2007 8.200.691 hab. (91º)
Visto: não é necessário por até 90 dias www.austria-tourism.at    
Densidade 97.78 hab./km² (78º)   Moeda Euro (€) 1 (EUR) Fuso horário CET (UTC+1) - Verão (DST) CEST (UTC+2) Cód. Internet .at 2 Cód. telef. +43
- PANORAMICA
Na esquina da Europa Ocidental com o Leste Europeu, a Áustria mantém ares de Velho Mundo mais que qualquer um de seus vizinhos especialmente do que o passado tinha de melhor: cordialidade e elegância. Se a onipresente arquitetura dos tempos do Império Habsburgo, a música de Mozart e Strauss e as pinturas de Gustav Klimt já eram um prato-cheio para uma viagem cultural, agora o país inaugurou mais um atrativo para os aficionados de arte: o Quarteirão dos Museus, um dos maiores centros culturais do mundo, instalado nos antigos estábulos imperiais em Viena. Para completar, a Áustria tem vitrines de fazer cair o queixo, os mais lindos doces confeitados do planeta e, na região do Tirol, estações de esqui tão boas quanto as suíças, só que mais baratas. Uma viagem pelo país é como uma valsa: suave e inesquecível.
Melhor época: janeiro é época de recolhimento e há poucas celebrações na Europa. Uma das melhores é, sem dúvida, o concerto de Ano-Novo da sensacional Orquestra Filarmônica de Viena. Em julho e agosto acontece o Festival de Salzburgo, um dos mais importantes da Europa, que reúne apresentações de ópera e teatro
Transporte: o serviço ferroviário é rápido e eficiente, principalmente os trens Inter City (IC) e EuroCity (EC). Os passes InterRail e Eurail são válidos. Nos lugares aos quais os trens não chegam há ônibus freqüentes. As estradas são boas até mesmo no inverno.

 

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